Meu sexto filme assistido esse ano foi A Rede Social, um dos mais comentados lançamentos de 2010. O filme é sobre o grande feito de Mark Zuckerberg, estudante que tornou-se o mais jovem bilionário da história ao criar o Facebook – rede social de maior “aceitação” mundial e que atualmente faz parte da vida social-virtual de 8 a cada 10 brasileiros.
Apesar da história ser interessante, eu não nutria expectativa alguma em relação ao filme – o que foi ótimo. O filme começa chato, com um diálogo bastante enfadonho – talvez necessário para descrever um pouco a realidade de Mark – mas logo mostra a que veio, garantindo lugar na minha lista de favoritos.
A direção de David Fincher (Clube da Luta e Seven) traz uma narrativa cativante, com ágeis diálogos e humor inteligente, conectando o espectador ao mundo dos personagens à medida em que a trama cresce e se desenvolve. O uso de flashbacks é bastante eficiente, sem ser confuso ou boring.
O elenco, escolhido cuidadosamente pelo diretor, trabalha de forma impecável. Os atores trazem o tom exato aos personagens, deixando-os tão críveis quanto aos existentes fora da telona. Jesse Eisenberg (Lula e a Baleia) brilha no papel de Mark Zuckerberg, um jovem extremamente inteligente – com pouco traquejo social e sensação de inadequação - que tenta “viver a vida normal” de um universitário americano.O ator mostra de forma crível a complexidade do universo do estudante entediado e insatisfeito com sua vida social, que cria uma ferramenta capaz de afetar a forma das relações socias no mundo inteiro.
Destaque também para Armie Hammer, que em dupla atuação interpreta os irmãos Winklevoss, estudantes de Harvard que processam Mark pelos direitos de criação do Facebook; para o brasileiro Eduardo Saverin no papel do amigo de primeiras horas de Mark e também para o surpreendente Justin Timberlake, em sua talentosíssima atuação como Sean Parker – criador do Napster, programa de troca de arquivos que revolucionou o mercado de música.
Mais do que a criação do facebook ou a vida de Mark, o longa retrata toda uma geração que vive um novo conceito de relações sociais: a rede social virtual. Realmente vale à pena ser visto.
Curiosidade: As roupas usadas por Jesse Eisenberg nas cenas de julgamento eram exatamente iguais as que Mark Zuckerberg usou na vida real.
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