Carol Fortuna

365 Filmes com Ela

A proposta deste projeto é elencar um conjunto de 365 filmes, um por dia, assistidos por mim ao longo do ano de 2011, sem restrições de gênero e dando acesso à ficha técnica e ao endereço do filme no Internet Movie Data Base (IMDB).

May22nd

No Comments

Welcome to the Dollhouse, lançado em 1995, levou aos cinemas a realidade de uma típica família de classe média de Nova Jersey. Através das agruras vividas por Dawn, uma pré-adolescente de 11 anos, o escritor e diretor Todd Solondz fez do longa um dos títulos mais lembrados quando se trata de um retrato sensível da adolescência.

Dawn, interpretada por Heather Matarazzo, é a filha do meio da família Wiener, que disputa a atenção dos pais com seu (superinteligente) irmão mais velho e sua (superbonita) irmã mais nova. Na escola, a sétima série de Dawn também não tem sido nada fácil: ela é frequentemente ridicularizada por seus colegas e leva diversos apelidos ofensivos por usar óculos de lentes grossas e não parecer ser
‘descolada”.

Do alto dos seus 11 anos, com o olhar curioso e inocente peculiar a idade, a personagem nos faz perceber o quão cruel pode ser essa fase na vida, principalmente se você não se encaixa nos padrões estabelecidos pela sociedade. Com a atuação impecável de Heather Matarazzo (com 13 anos na época) no papel principal, o filme é uma verdadeira aula de sensibilidade. A jovem atriz consegue transmitir as emoções de Dawn de forma brilhante e sutil, afastando a personagem de qualquer clichê ou nuance caricatural.

Ora sendo realista a ponto de parecer cruel, ora usando tons de humor e ingenuidade, o diretor e escritor Todd Solondz – nascido e criado em Nova Jersey, tal como Dawn - fez de Bem-vindo à Casa de Bonecas um dos filmes mais bem sucedidos da história do cinema independente americano.

Merece ser visto!

February8th

1 Comment

O décimo filme visto por mim esse ano foi O Último Exorcismo, que aborda um tema já bastante revisitado nas produções cinematográficas de terror, desde o cultuado O Exorcista, de 1973. Todavia, o longa consegue se diferenciar dos demais deste segmento – em grande parte por apresentar a história em formato mockumentary (ou falso documentário) – além de garantir momentos tensos memoráveis ao espectador.

Patrick Fabian interpreta Reverendo Cotton Marcus, crescido e educado na doutrina cristã por seu pai para torna-se pastor protestante em sua cidade. Após um episódio em sua vida em que a medicina mostra-se mais potente que sua fé, Cotton passa a questioná-la. Paralelamente a isso, o pastor percebe a prática recorrente de  falsos exorcismos, que ganham dinheiro ao explorar a fé cega de fiéis em humildes cidades do Sul dos Estados Unidos. Para o Reverendo, as pessoas “possuídas” sofrem na verdade de perturbações psíquicas ou emocionais e os exorcistas não passam de farsantes que trabalham com pequenos truques e sugestão de pensamentos – ativados pela fé do paciente.

Cotton, após realizar alguns falsos exorcismos para testar sua teoria, decide filmar seu último caso a fim de provar que tudo não passa de farsa e crendice; e que as pessoas “exorcizadas” deveriam receber tratamento médico adequado. Ao lado de sua pequena equipe de filmagem, Reverendo Marcus segue para Lousiana, onde Nell Sweetzer (Ashley Bell), uma garota de 16 anos, vive um rotineiro quadro de “possessão”.  Na fazenda da família Sweetzer as coisas não acontecem exatamente como o planejado para o pastor, que se vê envolvido em um novo – e assustador – questionamento de fé.

Como eu disse no início do post, o formato falso-documentário mantém a tensão da trama. Apesar do estilo “camera na mão”, que normalmente irrita pela tremedeira, as tomadas de cena são muito bem feitas comparadas aos longas antecessores no recurso como A Bruxa de BlairAtividade Paranormal.

A direção é de Daniel Stamm e o roteiro da dupla Huck BotkoAndrew Gurland, que também escreveram juntos “Mail Order Wife” e “The Virginity Hit”. ”O Último Exorcismo” é um filme que começa bem e consegue até manter o clima tenso e um enredo instigante na maior parte do tempo, mas peca ao negligenciar personagens importantes – suas características e motivações – apresentando-os de forma pouco profunda. Tal superficialidade contribui, inevitavelmente, para a falta de envolvimento com os personagens e falta de entendimento da história.

O elenco, embora com nomes pouco conhecidos no Cinema, traz atores de grande talento. O protagonista de Patrick Fabian é cativante e dono de uma complexidade que o faz bastante interessante. Destaque para Ashley Bell, que vive a jovem atormentada Nell e para Caleb Landry Jones no papel de seu arisco irmão Caleb.

Segue o trailer legendado do filme:

January26th

No Comments

Um filme que tem como foco central a solidão – diz a sinopse. Enfim Juntos, para mim, tem como tema a arte do encontro ou das relações. Uma obra executada com primor  e sensibilidade, em que as vidas de quatro personagens – aparentemente sem nada em comum além da solidão – se cruzam provocando inusitadas transformações em seus caminhos.

Baseado no romance original de Anna Gavalda, o longa tem direção e adaptação do experiente Claude Berri, sendo um dos seus últimos trabalhos antes de falecer, em 2009. A direção é segura e eficiente, trazendo lágrimas e sorrisos na exata medida de uma boa produção européia.

O elenco trabalha em sintonia, trazendo Audrey Tautou (O Fabuloso Destino de Amélie Poulain) no papel de uma jovem e talentosa desenhista que trabalha como auxiliar de limpeza durante o dia para pagar as contas; Laurent Stocker, interpretando belamente o sensível aristocrata Philibert, historiador que mora em uma propriedade da rica família; Guillaume Canet como Franck, um esforçado e arredio cozinheiro que dedica suas folgas a visitar sua avó Paulette, uma doce senhora vivida por Françoise Bertin, que prefere conviver com suas plantas e gatos a relacionar-se com as pessoas .

Segue o trailer do longa:

January18th

No Comments

Oitavo filme: Coincidências do Amor – uma comédia romântica ora boring, ora afetada demais pro meu gosto. Como simpatizo com os atores protagonistas - Jason Bateman (Juno e Intrigas de Estado) e Jennifer Aniston (Como Enlouquecer Seu Chefe e Marley e Eu) – esperava uma comédia romântica envolvente, cativante.

Não sei se o problema é só comigo, mas está cada vez mais difícil rir e me envolver com as comédias românticas atuais… é tudo tão exagerado, tão demonstrativo, tão pouco crível. E Coincidências do Amor faz parte do time dos que “perderam a mão”, retratando situações de forma caricata, o que acaba se transformando em obstáculo entre o espectador e seu envolvimento com a trama.

O longa conta a história de Wally Mars (Jason Baterman), um quarentão pouco sociável e solteiro, amigo de Kassie Larson (Jennifer Aniston). Kassie é independente, bem sucedida e deseja ser mãe. Solteira e com pouco tempo para encontrar o homem ideal para o papel de pai e marido, Kassie acaba optando por fazer inseminação artificial. A decisão mexe profundamente com Mars, que desaprova a escolha da amiga.

O roteiro é de Jeffrey Eugenides e Allan Loeb (de Coisas que Perdemos pelo Caminho) e até poderia render uma boa história, não fosse falta de credibilidade das situações – atribuída por mim a dupla de diretores inexperientes Josh GordonWill Speck e a pouca química entre o casal de atores – dois bons profissionais que não funcionaram bem juntos. Patrick Wilson, Jeff Goldblum e Juliette Lewis completam o elenco, também sem grande destaque – absolutamente subutilizados pelo roteiro e pela direção.

O filme não alcança o status de comédia nem de romance. A trama é pouco engraçada e não há criação de laços afetivos entre os personagens e o espectador, que tem que se esforçar para rir ou se identificar com os personagens. Em meio a um elenco estelar e inexpressivo quem acaba cativando e emocionando o público é  o jovem ator Thomas Robinson, que interpreta Sebastian, fruto da produção independente de Kassie.

Segue o trailer do filme:

January13th

No Comments

Sétimo filme, The Hangover  - A Ressaca em bom português ou mal intitulado Se Beber Não Case aqui no Brasil.

É, é uma comédia. E eu confesso que ri bem pouco. Nem me lembro porque decidi ver esse filme, acho que foi por Bradley Cooper, que fazia o Will (amigo-fofo da Sydney Bristow em Alias ), estar entre os personagens principais. Mas é o segundo filme tosco que eu vejo com ele – o primeiro e um tanto pior foi Maluca Paixão – e o moçoilo só está despencando no meu conceito.

Voltando à comédia (hahaha), o filme tem um tipo de humor que não  me apetece, tentando fazer graça de situações absurdas e humilhantes, que beiram à crueldade. Lembra muito o estilo de humor de quem acha graça em vídeos como esse aqui. Enfim, há gosto pra tudo.

O diretor é  Todd Phillips, que já dirigiu outras comédias (embora eu não conheça) e também atua no longa como Mr. Creepy. O elenco – que além de Cooper conta com Ed Helms, Zach Galifianakis, Justin Bartha – deve ter feito o seu melhor diante do texto e roteiro oferecidos.

Pra mim, a sinopse poderia ser “quatro amigos muito loucos armam despedida de solteiro em Las Vegas e se metem em grandes confusões – sem restrições orçamentárias”, com direito a tigre, show de bizarrices, participação de Mike Tyson no papel de “ele mesmo” e tudo mais.

E não para por aí… já está sendo filmado e será lançado em 2011. Iéca.

Beijo, eu não vejo!

January13th

No Comments

Meu sexto filme assistido esse ano foi A Rede Social, um dos mais comentados lançamentos de 2010. O filme é sobre o grande feito de Mark Zuckerberg, estudante que tornou-se o mais jovem bilionário da história ao criar o Facebook – rede social de maior “aceitação” mundial e que atualmente faz parte da vida social-virtual de 8 a cada 10 brasileiros.

Apesar da história ser interessante, eu não nutria expectativa alguma em relação ao filme – o que foi ótimo. O filme começa chato, com um diálogo bastante enfadonho – talvez necessário para descrever um pouco a realidade de Mark – mas logo mostra a que veio, garantindo lugar na minha lista de favoritos.

A direção de David Fincher (Clube da Luta e Seven) traz uma narrativa cativante, com ágeis diálogos e humor inteligente, conectando o espectador ao mundo dos personagens à medida em que a trama cresce e se desenvolve. O uso de flashbacks é bastante eficiente, sem ser confuso ou boring.

O elenco, escolhido cuidadosamente pelo diretor, trabalha de forma impecável. Os atores trazem o tom exato aos personagens, deixando-os tão críveis quanto aos existentes fora da telona. Jesse Eisenberg (Lula e a Baleia) brilha no papel de Mark Zuckerberg, um jovem extremamente inteligente – com pouco traquejo social e sensação de inadequação - que tenta “viver a vida normal” de um universitário americano.O ator mostra de forma crível a complexidade do universo do estudante entediado e insatisfeito com sua vida social, que cria uma ferramenta capaz de afetar a forma das relações socias no mundo inteiro.

Destaque também para Armie Hammer, que em dupla atuação interpreta os irmãos Winklevoss, estudantes de Harvard que processam Mark pelos direitos de criação do Facebook; para o brasileiro Eduardo Saverin no papel do amigo de primeiras horas de Mark e também para o surpreendente Justin Timberlake, em sua talentosíssima atuação como Sean Parker – criador do Napster, programa de troca de arquivos que revolucionou o mercado de música.

Mais do que a criação do facebook ou a vida de Mark, o longa retrata toda uma geração que vive um novo conceito de relações sociais: a rede social virtual. Realmente vale à pena ser visto.

Curiosidade: As roupas usadas por Jesse Eisenberg nas cenas de julgamento eram exatamente iguais as que Mark Zuckerberg usou na vida real.

January6th

No Comments

Eeeeeeeeeeeeee! O quinto filme do ano foi um desastre!!!! Fazêoquê… vou falar um pouco da obra prima (prima bastarda existe?).

Uma hora e vinte e oito minutos – assim, por extenso – que demoraram umas três horas pra passar, sabe? A Rede 2.0 ou The Net 2.0, como o título orginal, me matou de vergonha. Sério. Deveria ser um suspense, mas beira à comédia. E comédia tosca, fim dos anos 80.

Não li sinopse, não sabia nada do filme mas suspeitei que fosse continuação – ou algo parecido –  de A Rede (The Net – 1995), que eu vi e gostei. Nada. Foi puro tempo perdido: cenas mal filmadas, uso sem motivo de slow motion, paradas bruscas de câmeras, efeitos especiais do tempo do guaraná de rolha, situações absurdas, personagens superficiais, trama sem profundidade, atuações amadoras, trilha sonora irritante, roteiro fraco, direção completamente equivocada… e por aí vai.

O diretor é Charles Winkler, que me chocou por ter vários filmes no currículos e também por conseguir errar de forma tão intensa nesse “suspense”. Como não conheço nenhum outro trabalho do moço, nem sei o que dizer.

A personagem principal se chama Hope (vulgo Esperança pra nós brasileiros) – e perde suas duas irmãs, Faith e Charity (Fé e Caridade, ui!) em um acidente de avião. Assim começa a história da mocinha Hope – que nunca mais tocou nesse assunto ao longo do filme. Beleza.

Interpretada por Nikki Deloach, Hope é tudo o que uma protagonista forte não de ve ser: lesada, displicente, distraída e sem carisma. Ainda depois de assistir o filme inteiro, continuo sem saber em que exatamente a moça é especialista e pra que serviço foi contratada. Também não sei onde está tamanha inteligência da personagem – que faz a tolinha o filme inteiro.

Enfim… eu não indico. Mas pode indicar pra sua amiga mala e de capacidade limitada que é capaz dela gostar ;)

Segue o trailer pra ter noção da tragédia:

January6th

No Comments

All Good Things, mal intitulado Entre Segredos e Mentiras aqui no Brasil, foi o meu quarto filme de 2011. Mais uma vez – e sem saber – escolhi um filme baseado em uma história real.

Uma intrigante trama inspirada na vida de Robert Durst, em que fatos reais se misturam a especulações, oferecendo ao público diferentes possibilidades e reflexões. Uma série de acontecimentos verídicos envolvendo Robert Durst e sua família, incluindo crimes não solucionados, registrados por mais de trinta anos.

Em uma eficiente atuação, Ryan Gosling (Diário de Uma Paixão) interpreta o complexo David Marks, personagem inspirado em Robert Durst - herdeiro de uma rica família de Manhattan, que tem uma difícil relação com o pai e enfrenta o desaparecimento de sua jovem esposa Katie, vivida de forma memorável por Kirsten Dunst (Homem Aranha, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças).

Envolto em uma sucessão de evidências, David Marks (assim como Durst) torna-se o mais provável suspeito do sumiço de sua esposa Atormentado desde a dolorosa infância e com a bagagem de um passado mal resolvido, David carrega algo de disfuncional em sua personalidade e parece traçar um caminho ainda mais complicado para lidar com seus traumas e seu cotidiano.

A direção é de Andrew Jarecki, que embora tenha experiências em documentários e séries para TV, dirige seu primeiro longa – e não faz feio. O diretor mantém uma sutil tensão, que prende o espectador e traz densidade à história, além de fazer bom uso de falshbacks, garantindo coerência à narrativa. O elenco atua em sintonia, mostrando atores em ótimas performances.

O filme teve lançamento adiado algumas vezes, devido a problemas relacionados ao direito de distribuição. Há boatos de que a família Durst ameaçou processar os produtores durante as filmagens, mas Robert Durst – ainda vivo – diz gostar do longa.

Entre Segredos e Mentiras chega ao Brasil em DVD, com previsão para março desse ano.

Merece ser visto! Segue o trailer legendado pra dar um gostinho!

January4th

No Comments

Meu terceiro filme de 2011, Os Infiltrados. Foi meio assim, sabe? O namo que sugeriu, o elenco que me fez querer ver. A começar por Jack Nicholson, a lista segue com nomes de peso como Matt Damon, Leonardo DiCaprio e Alec Baldwin. A trilha sonora é óóótema, os atores também embora nenhum personagem tenha me cativado profundamente. A direção – bastante elogiada – é de Martin Scorsese (Cabo do Medo e Ilha do Medo), mas confesso que o filme me irritou um pouco. Essa coisa de máfia, crime organizado, duplos agentes triplos e tudo mais me cansam de certa forma. Mesmo com um elenco todo-poderoso como esse e um diretor “de nome”, a história me parece repetida: muitos tiros, FBI, espionagens e personagens multifacetados. Pra mim foi longo e meio confuso, mas teve um final surpreendente. Boas atuações, como as de Jack Nicholson no papel do poderoso Frank Costello – chefão do lado mau –  e de Mark Wahlberg como o sarcástico agente investigativo Staff Sgt. Dignam, também contribuem como “parte boa” do filme.

Considerando a minha falta de apetite por filmes desse tipo, posso dizer que o filme deve ser bem mais legal do que eu descrevi acima, visto que ganhou vários premios. Seguem abaixo o trailer, alguns prêmios e indicações.

Premiações

- Ganhou 4 Oscars, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Ator Coadjuvante (Mark Wahlberg).

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Filme – Drama, Melhor Ator – Drama (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson e Mark Wahlberg) e Melhor Roteiro.

- Recebeu 6 indicações ao BAFTA, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Leonardo DiCaprio), Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.

- Recebeu uma indicação ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de Melhor Filme Estrangeiro.

- Ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Vilão (Jack Nicholson).

January4th

No Comments

O segundo filme da minha meta de 365 em 2011 foi Uma Mente Brilhante. Podem me chamar de atrasilda, pois o filme é de 2001… mas achei ótimo tê-lo visto agora! Certamente, há nove anos atrás eu não o absorveria da mesma maneira que hoje.

Indicado a 8 categorias na premiação do Oscar e vencedor de 4 – incluindo a de melhor filme – o longa conta a história real de John Nash, um solitário gênio da matemática em busca do reconhecimento de seu brilhantismo que se vê envolvido em uma perigosa conspiração.

Dirigido por Ron Howard (Anjos e Demônios, Apollo 13), o filme tem o roteiro assinado por Akiva Goldsman que baseou-se no livro homônio de Sylvia Nasar – uma precisa biografia de Nash – e recebeu críticas por “modificar um pouco a realidade da história” para tornar o filme mais cativante e, portanto, mais vendável. E conseguiu. O drama protagonizado por Russell Crowe – que mesmo com seu físico todo-fortinho de Gladiador dá ao personagem densidade e fragilidade que ele precisa – prende a atenção do público e emociona.

Por algum motivo, que não sei qual, o filme me entediou um pouco lá pela metade. Não que eu não tenha gostado, gostei até bastante. Mas essa coisa de códigos e conspiração me deixou estranhamente tensa-entediada. Mas passou rápido. E logo eu estava envolvida novamente por John Nash, sua genialidade, sua personalidade peculiar, sua maneira de enxergar a realidade e sua dificuldades ao lidar com o mundo. John por vezes parece viver em um mundo só dele e  seu pouco traquejo social alimenta um perturbador tipo de solidão. Ao lado de sua esposa Alicia Nash – belamente interpretada por Jennifer Connelly (Réquiem para um Sonho)- John encontra a vontade necessária para lidar com a solidão, a realidade e consigo mesmo.

O filme me surpreendeu, me inspirou e me emocionou bastante. Beijo e assistam!
Seguem as premiações, indicações e o trailer:

Premiações

OSCAR
Ganhou
Melhor Filme
Melhor Diretor – Ron Howard
Melhor Atriz Coadjuvante – Jennifer Connelly
Melhor Roteiro Adaptado

Indicações
Melhor Ator – Russell Crowe
Melhor Maquiagem
Melhor Trilha Sonora
Melhor Edição

GLOBO DE OURO
Ganhou
Melhor Filme – Drama
Melhor Ator – Drama – Russell Crowe
Melhor Atriz Coadjuvante – Jennifer Connelly
Melhor Roteiro

Indicações
Melhor Diretor – Ron Howard
Melhor Trilha Sonora

Stop SOPA